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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Dante





" Onde si muovono a diversi porti

per lo gran mar de l'essere ..."

" E movem-se, por um ou outro lado,
no vasto mar do ser ..."

Paradiso I, 112-113



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ANTONIO MACHADO TRADUZIDO POR MARIA TERESA PINA



Cantares (Antonio Machado)

Nunca persegui a glória
nem deixar na memória
dos homens minha canção
eu amo os mundos sutis
leves e gentis,
como bolhas de sabão


Gosto de ver-los pintar-se
de sol e grená, voar
abaixo o céu azul, tremer
subitamente e quebrar-se…


Nunca persegui a glória
Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho,
se faz caminho ao andar


Ao andar se faz caminho
e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca
se há de voltar a pisar


Caminhante não há caminho
senão há marcas no mar…


Faz algum tempo neste lugar
onde hoje os bosques se vestem de espinhos
se ouviu a voz de um poeta gritar
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar”…


Golpe a golpe, verso a verso…
Morreu o poeta longe do lar
cobre-lhe o pó de um país vizinho.
Ao afastar-se lhe viram chorar
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar…”


Golpe a golpe, verso a verso…
Quando o pintassilgo não pode cantar.
Quando o poeta é um peregrino.
Quando de nada nos serve rezar.
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar…”


Golpe a golpe, verso a verso.
(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)


Cantares




Antonio Machado





Todo pasa y todo queda,



pero lo nuestro es pasar,



pasar haciendo caminos,



caminos sobre el mar.





Nunca persequí la gloria,



ni dejar en la memoria

de los hombres mi canción;

yo amo los mundos sutiles,

ingrávidos y gentiles,

como pompas de jabón.


Me gusta verlos pintarse

de sol y grana, volar

bajo el cielo azul, temblar

súbitamente y quebrarse…

Nunca perseguí la gloria.

Caminante, son tus huellas

el camino y nada más;

caminante, no hay camino,

se hace camino al andar.


Al andar se hace camino

y al volver la vista atrás

se ve la senda que nunca

se ha de volver a pisar.


Caminante no hay camino

sino estelas en la mar…


Hace algún tiempo en ese lugar

donde hoy los bosques se visten de espinos

se oyó la voz de un poeta gritar

“Caminante no hay camino,

se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Murió el poeta lejos del hogar.

Le cubre el polvo de un país vecino.

Al alejarse le vieron llorar.

“Caminante no hay camino,

se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Cuando el jilguero no puede cantar.

Cuando el poeta es un peregrino,

cuando de nada nos sirve rezar.

“Caminante no hay camino,

se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso.

FONTE :  BLOG
http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/cantares-antonio-machado/

sábado, 16 de setembro de 2017

Books 4/2017





32.
Umberto Eco
Histórias das terras e lugares lendários
Record  

33.
Margarida Patriota
Laminário
Sete Letras
Viveiros de Castro Editora

34.
Nelson Rodrigues
O casamento 
Editora Nova Fronteira 

35.
Ana Maria Machado
Sinais do Mar
Editora Gaia 

36.
Ivo Barroso 
A Carta de Pero Vaz de Caminha
Sesi- Sp editora 

37.
Quintus Tullius Cicero
Commetariolum Petitionis
How to Win an Election
Translated by Philip Freeman
Princeton University Press

38.
Matsuo Bashô
O Eremita viajante
Obra completa 
Assírio & Alvim

39.
Cesare
La Guerra Gallica
Introduzione Ettore Barelli
Traduzione Fausto Brindesi
Classici greci e latini
BUR Rizzoli 

40.
Richard Lourie
Putin, his downfall and
Russia's coming crash
Thomas Dunne Books

41.
Belinda Thomson
I dipinti di Van Gogh
Van Gogh Museum

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

PASSARINHO ME CONTOU...


Que a Vida é Maravilhosa !!!!
Que voamos muito pouco...
Que esquecemos de apreciar a Natureza...
Que reclamamos muito...
Que raramente ouvimos os Pássaros !!!


quarta-feira, 26 de julho de 2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Vaticano - Secret Information









Special Report Number 487

Our agent inside the Vatican State, report us, that they have two special targets in the current administration.

1. Strong Relation with China, the next big power.

2. Restore the spiritual relations with Russia,
in this case it will be a visit of the Pope, 
probably before 2020, with the help of Mr Putin.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Bernardo Carvalho





Texto que escrevi sobre a FELICIDADE.

Título: Momentos felizes.

     Pessoas ansiosas, angustiadas e aflitas. Sempre em busca de algo melhor. Constantemente focadas no futuro e presas ao passado. Nunca satisfeitas com o que têm agora, mas sim, com o que tiveram ou com o que terão. Por que é tão difícil entender que conseguindo extrair o melhor de cada dia, a felicidade é construída naturalmente?
     Não existe fórmula para ser feliz, isso é uma verdade absoluta, já que cada um possui defeitos, qualidades, desejos, sonhos peculiares e singulares. Porém, existe algo em comum nisso tudo, a simplicidade. Ao entender que a felicidade está nas coisas simples da vida, essa busca se torna mais leve e mais fácil.
     É interessante analisar que existem indivíduos com mais chances de serem felizes do que outros, mas não pela sua classe econômica ou capacidade intelectual, e sim, pela habilidade em integrar as suas três dimensões: espiritual, corporal e mental em uma só.
     Portanto, é bem difícil concluir em que consiste a felicidade, já que ninguém é feliz por completo. Mais fácil seria aceitar que existem momentos felizes na vida e já que temos apenas uma chance nessa aqui, vamos viver o momento, aproveitar enquanto há tempo e aceitar o que temos em mãos.

Bernardo Carvalho.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Maria Felicidade !!!





Onde estará esta menina moça ?

Certamente em algum lugar deste planeta !!!

Descobri que coração de Pai é um lugar Infinito.

Não sabemos onde começa e 
temos a certeza que não termina.

Assim caminhamos nessa caminhada chamada Amor.

Para Amar... 
é preciso saber silenciar,
é preciso saber entender,
é preciso saber perdoar,
é preciso ter paciência,
é preciso ter saudades,
é preciso não cobrar,
é preciso esperar,
é preciso chorar,
é preciso sorrir,
e as vezes, 
é preciso querer. 

Te Amo Minha Filha Maria !!!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

ECLESIASTES - Chapter 3



 1 To everything there is a season,
     A time for every purpose under heaven:
       
2 A time to be born,
And a time to die;
      A time to plant,
And a time to pluck 
what is planted;
       
3 A time to kill,
And a time to heal;
      A time to break down,
And a time to build up;
       
4 A time to weep,
And a time to laugh;
      A time to mourn,
And a time to dance;
       
5 A time to cast away stones,
And a time to gather stones;
      A time to embrace,
And a time to refrain from embracing;
       
6 A time to gain,
And a time to lose;
      A time to keep,
And a time to throw away;
       
7 A time to tear,
And a time to sew;
      A time to keep silence,
And a time to speak;
       
8 A time to love,
And a time to hate;
      A time of war,
And a time of peace.

terça-feira, 11 de julho de 2017

LÊDO IVO


O SONHO DOS PEIXES



Não posso admitir que os sonhos


sejam um privilégio das criaturas humanas.


Os peixes também sonham.


No lago pantanoso, entre miasmas

que aspiram à espessa dignidade da vida,
eles sonham com os olhos sempre abertos.

Os peixes sonham imóveis, na bem-aventurança
da água fétida. Não são como os homens, que se agitam
em seus leitos desastrados. Na verdade,
os peixes diferem de nós, que ainda não aprendemos a sonhar
e nos debatemos, como afogados, na água turva
entre imagens hediondas e espinhas de peixes mortos.

Junto ao lago que eu mandei cavar,
tornando verdade um incômodo sonho de infância,
interrogo a água escura. As tilapias se escondem
de meu suspeitoso olhar de proprietário
e se recusam a ensinar-me como devo sonhar.






THE DREAM OF FISHES



I cannot accept that dreams


are the privilege of human beings alone.


Fish also dream.


In the swampy pond, amongst miasmas

aspiring to the thickened dignity of life,
they dream with eyes always open.

Fish dream motionless, in the bliss
of fetid water. They aren’t like men, who toss
and turn in their unhappy beds. In truth,
fish are different from us, who have not yet learned to dream,
and we struggle, as if drowning, in turbid water
among hideous images and the bones of long-dead fish.

Beside the pond I ordered to be hollowed out,
making a troublesome dream of childhood come true,
I question the dark water. The tilapias hide
from my suspicious owner’s gaze
and refuse to teach me how I ought to dream.